sábado, 22 de setembro de 2012

Criando um Roteiro Profissional de Mangá

Fazendo um roteiro de mangá
1º parte: A Narrativa
(criando um roteiro profissionalmente)
Quantos de vocês se acharam perto do caminho profissional por causa de aulas de revista, porem não era o suficiente ( as pessoas não se interessavam pelo seu trabalho mesmo depois de conhecê-lo)
Então aqui estou eu com uma das melhores matérias que uma revista de anime já fez.
Finalmente você vai entender o significado verdadeiro por traz do mangá!
Agora que começamos a parte sobre como fazer um roteiro, primeiramente temos que saber que tipo de história estamos trabalhando ou gênero que queremos para a nossa história.
EX.:
1. Terror
2. Fantasia
3. Aventura
4. Romance
5. Comedia
Entre outros...
Começo
Para começar a fazer o mangá, tenha em mãos um pequeno texto da história.
Faça um pequeno texto sobre sua história para auxiliá-lo,faça o plot da história.
O plot deve ser um texto por volta de cinco linhas que passe a noção do que acontece na história, ou seja, não há a intenção de se contar a história toda, mas de se criar uma estrutura que a sustentará, um tipo de embrião.

Esse primeiro passo pede objetividade e atenção para que não sejam colocadas informações em excesso, ou de menos. Não pense em clímax, ou coisas assim. As histórias de um modo geral possuem um ponto em que querem chegar. Este ponto, por mais que você evite será por onde você vai começar a pensar. O plot é a primeira forma de você organizar os seus pensamentos e tudo o que já escreveu.
Dramate persona: seria a história pessoal de cada personagem.
É importante que você tenha notas feitas sobre a história antes de fazer um plot. Por exemplo, você tem anotações de que os personagens vão casar, ou que um alguém que é constantemente citado já morreu. Enfim, tudo isso ajuda você a se orientar na história, e construir a ordem em que ela será contada.
Antes de começarmos a escrever o roteiro devemos ter em mente que cursos de desenhos não significa nada na hora de criar um mangá, pois o verdadeiro peso de um mangá é o roteiro bem feito, criativo e original.
Posso dizer por experiência própria que situações surpreendentes fazem com o leitor e a forma inteligente que é posto um roteiro em um mangá e a formula do sucesso.
Nas histórias japonesas, claro, a qualidade também e um dos fatores imprescindíveis que chamam a atenção do consumidor na hora em que ele está escolhendo um mangá para comprar na banca ou em outro lugar seja lá onde for.
Bom sobre o material de edição e produção falamos depois, agora vamos focar mais sobre o roteiro.
 As estruturas que eu vou ensinar já existem a mais de 2 mil anos, e por mais que os mangakás tentem, não tem como fugir dessa estrutura. Porem não as veja como regras que você tenha que seguir, mas como um conhecimento que você tem noção e utilize para lhe favorecer.
O Johakyu
O Johakyu Significa começo meio e fim, ou ainda para uma tradução mais literária nós temos
 JO = oportunidade                 HÁ = destruição                       KYU = apressar
Essa técnica de narrativa e uma herança da China, antigamente quando os monges iam até a China a estudos eles aprendiam essa técnica e com o tempo levavam e ensinavam a outras pessoas do Japão. E então os japoneses herdaram duas formas de narrativa.
Johakyu: É uma estrutura que divide um roteiro ou história em três partes bem distintas.
Kishotenketsu: É uma estrutura que divide um roteiro ou história em quatro partes, mas possibilita a introdução de mais etapas.
2º O Johakyu.
Em uma história como o mangá, nós começamos com o ponto inicial que seria a oportunidade, onde os personagens saem do cotidiano e se inicia a história. Ai começa a parte onde tudo é destruído para não sabermos para onde vai à história.
O fim geralmente e menor que o começo, e pelo fato de ser ligado com o inicio e o meio ele e chamado de “apreçar”, por q a história segue seu caminho natural.
Um dos grandes escritores como shakespere que é considerado até hoje como um dos grandes especialistas em johakyu da história, mesmo que ele tenha morrido sem antes ter ouvido falar das três letras Chinesas.
As histórias de Romeu e Julieta se tornaram tão famosas, pois depois que o publico fica sabendo que ambos eram de famílias inimigas fica a duvida, Julieta dispensa ou não dispensa Romeu?
Esse tipo de narrativa que tira a história de seu cotidiano e apresenta uma parte em que prega a duvida, a vontade de querer saber mais ou a pergunta como vai acabar a história Vaz com que o publico goste de uma determinada história.
Shakespere também utilizava das cenas que emocionavam para criar suas frases marcantes. EX. quando Julieta diz para Romeu: O Romeu, por que és Romeu?
O roteirista Syd Field que trabalha em Hollywood que escreve roteiros com mais de duas horas e é presidente do sindicado dos roteiristas nos EUA torna tudo ainda mais complexo, em seu livro Para ele uma história e formada de três partes distintas.Ele separa o história em dois pontos que ele os autodenomina de plot point 1 e plot point 2.
O plot point 1 e o ponto onde o personagem sai do seu cotidiano ou de sua situação anterior, seria o gatilho que vai levar a história até e plot point 2.
O plot point 2 seria a resolução da história, caminhando para o final.
Syd Field vai alem e divide o plot point 1 e o plot point 2 em outra parte que ele chama de Mid Point. Essa forma ajuda a definir melhor as duas metades do roteiro. Isso ajuda a elevar o interesse pela história.
Em japonês temos outro termo para que seria a mesma coisa como plot point 1, mid point ...
Seria o kikkake=motivo. Que seria o plot point 1
Yama =montanha. É o mid point
Ochi=queda. É o plot point 2
A estrutura da história é assim:
Começo ou inicio: apresenta o ponto de partida da história onde os personagens são apresentados, e onde nós conhecemos o cenário e o trama. É onde começamos a descobrir a história.
Plot 1 ou kikkake:como explicado em cima é o gatilho da história.
Desenvolvimento: são as reações primarias do personagem dentro dessa nova situação. Também é o ponto onde surgem os personagens secundários.
Mid point ou yama: é um ponto auto do roteiro o centro onde se encontra o clímax. Seria o ponto donde temos varias voltas antes de chegarmos ao final.
Reviravolta: é o ponto onde devemos ter muito cuidado e criatividade. É o ponto onde devemos inovar para que o final não fique previsível para o leitor.
Plot 2 ou ochi: é a última cena que fecha o poit 1.
Final ou resolução: e a parte que leva o personagem principal para um novo status ou o mesmo do começo. Seria a resposta de toda a história.
kishotenketsu
Agora vamos para outro tipo de roteiro.O nome desse roteiro também tem um significado em cada letra.
Ki = acordar                          Sho = receber                             Tem = rolar
Ketsu = amarrar o começo ou o fim da historia.
Como utilizar o kishotenketsu
Uma história se inicia acordando, recebe um volume, depois encaminhamos esse volume, e em seguida amarramos as pontas.
Que tal deixar mais complexo e fácil de entender?...
inicie a história, apresente os personagens, em seguida a relação, o ambiente onde vivem, e então acorde a história.
nessa etapa, sua história recebe alguma coisa, alguma informação, situação que cria o volume necessário para se tornar interessante.
com esse volume em mãos, você tenta torná-lo maior ou deferente.
E então, amarra as pontas.
A diferença pode ser mínima com relação ao modelo de syd fid, mas tudo se resume em filosofia dentro do modelo kishotenketsu.
Você percebeu que as etapas que correspondem as duas metades do mid point um significado peculiar? receber um volume e aumentá-lo?
A diferença esta justamente no sho e ten que podem ser aumentados ilimitadamente.Você pode também pegar o sho em um volume e aumentar duas vezes seguidas, ou com dois tem, o que sua criatividade te levar a mente.
Para exemplificar, pegaremos dragonboll. A série e uma sucessão de sho e ten, você recebeu uma situação nova.
EX: quando Raditz luta contra Goku e Piccolo. Goku vence. Entra o plot de vegeta, anunciando que ele vai cegar daqui a um determinado tempo á terra. E por ai segue. Essa sucessão de fatos é características kishotenketsu. Esse estilo de roteiro é ótimo para histórias como mangás com grandes sagas, seriados, novelas e enfim, esse tipo de roteiro e bom para fechar com um gancho de forma que não compromete o resto da história como um todo. Outra coisa a ressaltar é que o sho e ten não e necessariamente amarrados ao roteiro como um todo, mas um bom roteirista prefere dar significado as suas cenas. Mesmo que você não utilize dessa alternativa você pode também recorer ou sho e ten para dar um ar de vida a sua história. A shonen jump costuma recomendar esse tipo de roteiro para os autores, pelo fato de serem mais práticos de serem trabalhados. E por isso também que os mangás da shonen jump costumam ter “sagas intermináveis”.Em naruto, bleach e outras histórias da shonen jump, conseguimos ver claramente o quanto a shonen jump influencia nos roteiros. Inicialmente os autores utilizavam o johakyu que é mais como o começo meio e fim, mas com o sucesso os autores começam a utilizar o kishotenketsu para as grandes sagas. Se você não aprender a utilizar a alternância entre sho e ten esqueça, pois o seu mangá estará fardado ao fracasso, pois um mangá com uma saga muito grande com um roteiro ruim acaba cansando o leitor se você não souber alterar entre o sho e ten. Um bom exemplo de mangá que ficou assim é o monster e 20 seiki shonen, de urasawa naoki.Urasawa é muito bom nas narrativas e sucessões de sho e ten, porem ele trata cada capítulo individualmente. como estruturas de johakyu, com variadas estruturas e pequenas histórias e um apelo, ou mesmo tempo que faz capitulo por capitulo valer apena a leitura, ao contrario de muitos animes que jogam um gancho para uns trechos menos inspirados de suas histórias.
As estruturas e as tiras.
O modelo mais simples são os da tiras. Se vocês perceberem as tiras do ocidente tem 4 quadros, e até recebem um nome especifico de yon koma, ou seja quatro quatros. Como podemos perceber nas tirinhas normais apresentam começo meio e fim, onde conhecemos os personagens e situação, o meio é a parte onde acrescentamos algo ou complementamos e no final resolvemos os pontos. Já as tirinhas japonesas apresentam o estilo kishotenketsu, onde somos apresentados a uma situação, depois ele recebe um volume que a complementa, esse volume aumenta e é resolvido no final, para acabar o ponto chave desse tipo de roteiro e compreende-lo para depois executá-lo. Mesmo que seu mangá seja pequeno, fazer a estrutura dele (o roteiro) traz a disciplina e a forma para uma carreira promissora.
Exercícios
Vamos agora aprimorar nosso conhecimento. Pegue três filmes de sua familiaridade, que você goste e lhe cause sensações diferentes. Em seguida pegue papel e algo para escrever. Depois tente ficar sozinho para você relaxar e pensar sobre o filme. Logo em seguida trace uma linha na vertical do caderno ou folha (faça em uma das laterais da folha). Em cima na ponta da linha escreva inicio e em baixo escreva fim.
OBS: Escreva a história dos filmes em diferentes folhas. Sozinho comece a escrever o filme de forma que cada cena onde a história muda deve estar contida no texto. Caso você já tenha assistido o filme, então pule essa parte de assistir e comece anotando todas as cenas .
Depois de fazer todo esse processo assista novamente, só que agora tente achar e marque a primeira cena do plot 1, ou seja, a sena que tira o personagem principal de uma situação estável e coloca-o na história.Logo depois tente achar o plot 2 e a cena que encaminha a história para o final.
Não escreva necessariamente tudo, mas uma cena em que nos encaminha para a sena que nos dá a decisão final. Somente no fim, procure o mid point que é o “cedas” que muda a dinâmica ou status da historia, seria um novo fôlego para a “aventura”.
Em alguns casos procure também o pinch points, que ficam entre o plot 1 e mid point, e entre mid point e plot 2, têm quase a mesma função do mid point, eles servem para aumentar o interesse do telespectador pela história.
Depois de fazer todo esse processo, compara a primeira anotação com a segundo que vc fez do mesmo filme.
Você certamente ira perceber que todas as duas anotações de cada filme tem suas cenas principais iguais ou próximas.
Isso ocorre por q um bom roteiro deixa em sua memória os três pontos marcados.

Revisao
Kishōtenketsu: descreve a estrutura e o desenvolvimento chinês e japonês de  narrativa. Foi originalmente usado na poesia chinesa, como uma linha de quatro composições, e também é referido como "kishōtengō. O primeiro caractere chinês se refere à introdução ou 'kiku'’, o seguinte: o desenvolvimento,”Shoku”, o terceiro toque,"Tenku”, e por último o caráter indica conclusão ou "kekku”, é a frase ku , e (vai), significa ponto de encontro para a conclusão.

O seguinte é um exemplo de como isso pode ser aplicado a um conto de fadas.

Ki: Tópico lançamento ou introdução, que os
personagens aparecem, era, e outras informações importantes para a compreensão da configuração dahistória .
Sho: recebe ou vem na sequência da introdução e leva a virada na história.
Yama: este é o clímax, nele que tem a maior reviravolta na história.
Ketsu: Resultante, também conhecido como o ochi ou o fim, ele termina a história, trazendo-a para a sua conclusão.
Na estrutura da narrativa  Yonkoma manga, é para documento e dissertação , o estilo de Kishōtenketsu aplica-se a frase ou frases, e até mesmo cláusula de capítulo, bem como a frase de introdução compreensível à conclusão.
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Dessa vez, vamos falar um pouco sobre o roteiro. Mas antes de falar da estrutura do roteiro, precisamos conversar um pouco sobre a historia. O que eh a historia em si? É um acontecimento, real ou fictício, com começo, meio e fim. Simples, mas que muita gente esquece.
Cada historia precisa, de qualquer forma, ter esses três elementos. Começo, meio e fim. E não existe alternação entre esses fatores. Claro, dai vai ter um ou outro que vai falar que existem filmes que começam pelo meio, pelo final, ou citar aquele episodio (genial) de Seinfeld, que começa pelo fim e vai indo pro começo.
Mas quero deixar bem claro que mesmo tudo isso está completamente dentro da ideia de começo, meio e fim, mesmo que aparente que está em uma ordem diferente. Isso é por que, em essência, as partes continuam cumprindo seu papel.
O começo, como todos sabem, é a introdução. É onde você vai apresentar uma ideia, uma situação, os personagens, o cenário… Para o leitor, ou expectador no caso de um filme, é onde você vai situar ele, pra que assim, a sua historia possa ser entendida. Dependendo de como você pretende contar a sua historia, você omite ou apresenta de cara cada fator. Isso vai ser crucial para o meio de sua historia.

E é obvio, você não tem como pular o começo. Você vai precisar apresentar seu protagonista, vai ter que criar uma situação. O cenário pode ser omitido, mas quase sempre acaba sendo apresentado. E como isso vai ser feito é o que diferencia. Por exemplo, se você jogar seu protagonista já em uma situação  próximo ao final e voltar a um ponto, e ir voltando no tempo, você não está pulando partes, só mexendo no tempo. E o tempo, na criação de uma historia, é tão flexível quanto qualquer outro
3° parte, Publicando o mangá
1º passo: chegar a uma história e conceito para sua manga.

2º passo: encontrar alguém que possa escrever e desenhar um mangá em um nível profissional. (Normalmente isto seria você e um parceiro).

3º passo: os editores de investigação que estão a aceitar "espontânea" submissões.
prepare o pacote de apresentação como o encontrado aqui: http://beanclam.livejournal.com/21560.html#cutid1
 4º passo: ler as orientações da sua apresentação com cuidado, e então preparar um pacote de apresentação, como o encontrado aqui:
http://beanclam.livejournal.com/21560.html # cutid1
5º passo: esperar e ver o que acontece.
Se você não quiser passar por um editor, você pode tentar pagar e publicar-se,  caso em que você deve ler os seus requisitos técnicos e conhecê-los, ou você pode encontrar sua própria impressora e um pé de alguns milhares de dólar para obter uma pancada de livros impressos, e é claro que você tem que tentar vender os livros que fez, e sem uma editora ou uma reputação como um webmangá, isso é muito difícil.
 Se o editor aceitar o trabalho solicitado, terão uma orientação  e uma apresentação na página em seu site, e se tiver,  pode ser em seus fóruns
(lugares que pagam em dinheiro real e tem sido em torno de um tempo) que aceitará material não solicitado, porque há muitos amadores tentando publicar.
Não há muitas empresas legit (lugares que pagam em dinheiro real e tem sido em torno de um tempo) que aceitará material não solicitado, porque há muitos amadores tentando publicar.

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